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10 estratégias usadas pelos midia para nos manipularem

Uma das coisas que já percebi, é a extrema importância em sermos autónomos na hora de tomar decisões, isto é, que sejamos capazes de tomar as próprias decisões, assumir os riscos e levar com as consequências, sejam elas boas ou más. Logo, quando lançamos um novo projeto ou seguimos uma nova direção na vida, o importante é a nossa capacidade em manter o foco nas nossas ideias e apenas aceitarmos ideias alheias se acrescentarem algo ao que nós sabemos. 


Existe um autor, com um grande nome na literatura, que vou seguir mais, por algumas das ideias que ele nos comunica, assim como o que posso aprender com ele. Noam Chomsky é linguista, filósofo, cientista cognitivo, comentarista e ativista político norte-americano. É conhecido também como o pai da linguística moderna. Mas o que me mais chamou a atenção pelo autor, são as suas análises aos meios de comunicação em massa.


A importância em compreender os seus trabalhos é grande, pois, sabendo do poder da mídia, e de quanto ela pode influenciar, devemos ser capazes de distinguir quando estamos a ser influenciados ou não, para que possamos seguir o nosso próprio caminho. Consegui, assim, reunir 10 estratégias utilizadas pelos mídia para a manipulação e controlo da opinião pública

A estratégia da Distração

Quando estamos distraídos, não damos conta do que se passa em nosso redor. Os professores tinham razão quando diziam que nós estávamos distraídos e não íamos aprender nada. Um facto, é que a opinião do público pode ser facilmente desviada, através de noticias simples e inócuas, como que a atirar areia para os olhos do público. 


Temas que são realmente importantes, como ganhar dinheiro, psicologia ou tecnologia, que nos farão seguir em frente, são temas menos tratados pelos mídia. Aliás, um Big Brother terá sempre mais divulgação e será mais ouvido do que uma reportagem acerca robótica porque, com o tempo, as pessoas são mantidas desviadas daquilo que é o mundo e são mantidas agarradas aquilo que os meios de informação mais comuns lhes comunicam. 

Para todo o problema, existe uma solução

Recordo-me quando surge alguma coisa que parece ser extremamente trágica, e a televisão a torna realmente trágica, de tanto falar no mesmo. Chego até a ouvir queixas de amigos, fartos de ouvir a mesma notícia todos os dias. Depois, surge algum ministro ou alguma “pessoa de elite” ou governo, com a solução, ficando bem na fotografia. 

Estratégia da gradação

Geralmente, demoramos tempo a mudar de ideias. E até mesmo, se alguém aparecer com uma nova ideia, diferente da cultura de quem a ouve, essa ideia será prontamente rejeitada. Ainda hoje há muita gente que rejeita telemóveis e computadores, e rejeita cuja única razão é que não são coisas do seu tempo. 


Refletindo bem, devemos até ser capazes de nos atualizarmos, o que muita gente não é capaz de fazer. Porém, quando alguém ou algum órgão de grande poder, como o dono de uma grande empresa ou o governo, pretendem que a população siga uma nova ideia, uma das formas como o fazem é através da gradação, ou seja, aos poucos. 


Por exemplo, na apresentação de um novo Iphone, surgem notícias de supostos designs e funções, para que, quando for lançado, o consumidor já tenha uma ideia do que é, tornando a compra mais fácil. A verdade é que existem muitas empresas que, antes de lançarem os seus produtos, lançam informações acerca os mesmos, com vista a tornar um desejo ao consumidor. 

Atrasar a realização de algo

Geralmente, aceitamos ideias que estamos acostumados. Logo, se o governo anunciar mais impostos, o povo não irá aceitar, porque não estará preparado para isso. Porém, se o governo anunciar que os próximos tempos poderão ser difíceis e que mais nenhuma decisão poderá ser tomada que não impostos, caso as coisas não melhorem, o povo vai acostumando-se, até que chegue o momento de realmente aumentar os impostos. 


Por exemplo:


Numa determinada empresa pública, o dono avisa que provavelmente, terá que despedir 30% dos funcionários num futuro próximo. Mas ele não pretende despedir 30%. Pretende despedir 10% apenas. 30% é muita coisa, e cairá mal, mas quando chega a hora, despede apenas 10%. Isso irá parecer algo normal, porque antes de despedir os 10% que foram previstos (e não 30%), os funcionários já estavam mais acostumados com a ideia de serem despedidos. 


O mesmo se sucede em governos, clubes de futebol, e afins, onde o consumidor é sempre o sacrificado. 

Discursos dirigidos a crianças

A publicidade é sempre apresentada de forma divertida. E ser divertido é algo que está mais para crianças do que para adultos. O facto de utilizar um discurso infantilizado, como que dirigido a crianças ou pessoas ingénuas, existe uma elevada tendência de resposta de igual forma. 


O impacto em apresentar algo simples e divertido será sempre muito maior do que apresentar algo sério e por vezes chato, principalmente quando o leitor não sabe filtrar a informação. 

Serem sentimentais

Para as pessoas fazerem algo, tem que ter um interesse. E utilizar uma forma sentimental de divulgar informação é sempre um excelente meio de garantir que a informação seja entregue e consumida pelo leitor.


Tanto em Portugal como no Brasil, é fácil juntar as pessoas em prol de um clube de futebol e contra o outro clube. Porquê? Porque clubes geram sentimentos. Os mídia, aproveitam até tal facto, distribuindo notícias sensação dia. Antes de um grande jogo, ficam três dias a fazer prognósticos, só faltando mesmo falar na cor das chuteiras dos avançados que marcam mais golos. 


Por mais que a notícia, seja estúpida ou sem nexo, ter um sentimento associado ajuda a que seja muito mais divulgada. 

Manter o público ignorante

Se o leitor soubesse o quanto é manipulado, os jornais e outros meios de informação desapareceriam do mapa. Porém, quando menos o público souber, continuará a seguir sempre os mesmos, pois é só aquilo que ele vê.


Por exemplo, existem hoje excelentes sites e blogues de futebol, onde podemos aprender algo novo, atualizado e real. Porém, a maior parte do público concentra-se nos grandes jornais desportivos, onde, em cada comentário, se vê um leitor aziado por outro clube ou apaixonado pelo seu clube. Mas não surge nenhuma nova informação a explicar como se treina futebol em nenhum desses jornais. 

Estimular o público a ser medíocre

O povo sempre seguirá a moda. Então, a mídia, se lhe der jeito que o povo seja estúpido, assim o irá estimular. Casas dos segredos, novelas, Big Brothers, tudo isso são programas sem qualquer tipo de fundamento que o povo fica horas e horas agarrado à televisão sem aprender mesmo nada. 


Não adianta virem dizer que as novelas são situações reais, porque não se aprende nada disso. Nada mesmo.

Estimular a crença que somos perdedores

Quem não acredita nas suas capacidades, obviamente que não tentará ir longe. Para que as altas figuras se mantenham no poder, tudo o que precisam é que acreditemos que elas merecem lá estar e nós não. 


Assim, é possível criar uma minoria de heróis e uma grande maioria de burros, que se contentam com o que tem e desistem de tentar chegar mais alto, colocando o lugar das grandes figuras em risco. 


Por isso, eu já não acredito naqueles que mantem um discurso onde se dizem os melhores (ou então que dizem os outros burros), quando na realidade quem os lê passa a considerar-se burro e a segui-los atentamente. 

Conhecer melhor o publico do que ele mesmo se conhece

Quando eu comecei a trabalhar com a internet, não fazia sequer ideia do quão longe pode ir a psicologia e do quanto esta área pode ser usada para fazer dinheiro. A verdade é que, através da psicologia, podemos conhecer profundamente o leitor, fazendo-o seguir as opiniões que queremos. 


Por isso, o foco terá que ser sempre, conhecer nós mesmos melhor do que o mundo nos conhece, para que não sejamos mais do que escravos pagos, a alimentar mídias e industrias, mas seguindo o nosso próprio caminho 

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